eu tenho uma inexistência feroz dentro do peito que me rasga aos poucos e grita descontroladamente me liberta me liberta me liberta. implora. bate. tortura. fico descompassada quando a vida tira o meu corpo do eixo do mundo e me joga contra o cotidiano esquizofrênico enquanto o meu organismo rejeita com desgosto tudo aquilo que os meus olhos absorvem. choro um mar de sangue ácido que a minha alma expele e morre seca.
queria me tocar e me sentir.
